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No mês passado realizou-se a Conferência Internacional de Astronáutica, em Valência - Espanha. Um dos temas discutidos foi a questão dos anúncios estampados em naves e satélites, e outras formas de publicidade no espaço. Poderíamos chamar isso de mídia ultra-exterior?.
Já tratamos deste tema aqui, no artigo “Que tal mandar seu anúncio para o espaço?“. Na opinião de J.H. Huebert, um advogado de Ohio e de Walter Block, professor de economia e PHD. da Loyola University of New Orleans, a publicidade no espaço é um direito baseado no respeito a propriedade privada e a livre manifestação.
Na argumentação deles, nada difere a publicidade em satélites da publicidade em dirigíveis. É o mesmo princípio, só a distância é diferente. Eles lembram também da recente campanha da capa da Maxim, reproduzida no deserto de Nevada em proporções gigantescas para ser avistada no Google Earth que também ja comentamos em “Espaço: a última fronteira“. O tema é polêmica mas não é novo. Vejam algumas das ações de marketing já realizadas na indústria espacial:
- 1993: Arnold Schwarzenegger põem uma cartaz do filme “Last Action Hero” colado num foguete espacial
- 1996: Pepsi paga a Rússia para deixar uma lata do refrigerante flutuar do lado de fora da estação espacial Mir.
- 2000: Pizza Hut bota seu logo no foguete Proton, lançado na Casaquistão, e entrega a primeira pizza no espaço.
- 2001: Lego promove seu jogo “Life on Mars” enviando 300 Lego-Aliens numa expedição russa ao espaço
- 2006: A Element 21, fabricante de equipamentos para golfe, contratou uma astronauta russo para lançar uma bola de golfe em órbita da Estação Espacial Internacional
Enquanto isso, numa “pequena” cidade do Brasil, o prefeito proíbe anúncios em táxis, entre outros… Via Advertisng Age
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