“Toda a censura é burra”
14/08 - Brasil, Outdoor, Cartaz, Interesse Público - 3 comentários
Campanha da ABP contra a censura.


 
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Comentários (3 comentários)
O problema dos publicitários é que eles pensam que sabem tudo, mas não sabem nada. Por exemplo: a frase “Toda a censura é burra” é um paradoxo, uma arapuca lógica. Se “toda a censura é burra”… fica provado que a censura que censura a censura também é burra. Nenhuma frase de publicidade deveria incluir essas palavras que se chamam, tecnicamente, “quantificadores universais” (tudo, todo, toda etc.). E aí ficam, os publicitários, achando que inventaram a roda. Mêo! Até quando os publicitários continuarão, convencidos de que a publicidade sem democracia ajuda alguém a ser melhor do que seria… sem publicidade alguma?
Caia Fittipaldi / 15 / Agosto, 10:29 / #
Protesto veementemente contra o comercial da Associaçao Brasileira de Propaganda.
Pode-se vê-lo neste site: www.censuraburra.com.br
Neste comercial, um (falso) apresentador de comercial apresenta um (falso) comercial da banana. Sim, da fruta banana.
Fala um grande número de tolices.
Afinal, despreza a banana, uma fruta maravilhosa, criação de Deus.
Fonte de saúde e trabalho para milhões de pessoas .
O crime da banana? Ela não é bancada por nenhuma indústria. Nenhum cliente rico vai pagar por uma campanha (verdadeira) da banana.
E este comercial ainda afirma que “toda censura é burra”.
Mas, como assim “toda censura é burra”?
Se seu filho for enfiar o dedo na tomada elétrica você não vai censurar?
Não é preciso censura? Nenhuma? De nenhum tipo?
Rios de dinheiro público são gastos em tratamentos de saúde para vítimas da violência e do trânsito.
E as vidas perdidas e mutiladas? Incontáveis e irreparáveis.
Na televisão o que mais se vê são propagandas de cerveja e de carros. Muito bem produzidas, estas propagandas são fascinantes para as mentes jovens.
Nas de cerveja, mulheres belíssimas praticamente se oferecem para o homem que bebe a tal cerveja.
Nas de carros, o homem ou mulher bem-sucedido dirige em altissima velocidade o tal automóvel oferecido.
Reparem que as propagandas de carros exibem veículos em alta velocidade. Por falta de criatividade só mostram isso: a emoção da alta velocidade.
Adivinhem qual país é o recordista mundial de acidentes de carro? Isso mesmo, o Brasil.
As propagandas de cerveja, como as de carro, costumam sempre repetir o mesmo roteiro:
“Bar. Felicidade. Muitas pessoas jovens e bonitas. O bebedor já está consumindo ou chega para consumir a cerveja tal. A mulher mais bela do lugar dirige toda sua atenção para ele. Mensagem dizendo que quem bebe aquela cerveja sempre se dá bem.”
Todos os estudos provam que o álcool é um dos elementos mais associados à violência.
Adivinhem quem é um dos campeões mundiais de violência… Isso mesmo, o Brasil.
Recomendo a todos a leitura da nova Política Nacional sobre o Álcool:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6117.htm
Sim, a “cervejinha” (no diminutivo, com a mesma inocência com que se diz: criancinha) é droga!
E os publicitários - divulgadores da droga, incentivadores do consumo da droga - não aceitam nenhuma censura: nem de fora, e pior, nem de dentro.
Pode ser que eles não tenham alma, mas pelo menos uma semente de alma devem ter, pois são filhos de Deus, ainda que não saibam disso.
E esta semente de alma certamente fica lhes dizendo “não faz essa campanha, você não precisa fazer isso”. Claro que ela é ignorada.
Lembremos do Padroeiro dos Publicitários, o nazista Josef Goebbels, Ministro da Propaganda de Adolf Hitler, que disse “A propaganda jamais apela à razão, mas sempre à emoção e ao instinto.”
É apenas o instinto de ganhar muito dinheiro que instiga absurdos publicitários, induzindo a juventude (e as outras idades) ao vício, ao supérfluo, e à destruição da sociedade em nome de vender mais.
Outra célebre frase de Goebbels parece ser a mais perfeita definição da propaganda: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.
O MAL EXISTE. E precisa ser censurado.
Muitos publicitários não tem ética, por isso precisam SIM ser censurados.
Arrogante, estúpida e prepotente, esta infeliz campanha da ABP.
Não tem idéias?
Pois lhes dou uma idéia (ou, quem sabe, uma penitência):
Façam uma campanha ensinando as pessoas sobre como evitar doenças comendo frutas, como a maravilhosa criação de Deus, a banana.
Ou então continuem fazendo a cabeça das pessoas para comer alimentos industrializados saborosos, mas péssimos para a saúde, para o júbilo dos indústrias de alimentos e, óbvio, das indústrias de medicamentos, grandes financiadores da indústria do mal: a propaganda (do mal).
E viva os publicitários do BEM: Tão raros… Tão raros… Tão raros…
Márcio Moreira
Designer e Arquiteto
Teresina, PI
arqeco@yahoo.com.br
Márcio / 29 / Agosto, 9:14 / #
A questão, para mim, é a sobreposição do interesse público sobre o privado, que deve ser regulada por lei. Se o consumo excessivo de álcool causa um problema social, com impacto no custo do financiamento da saúde e consequentemente no destino dos impostos pagos por toda a população, o estímulo a este consumo exige uma regulamentação.
O problema é que, para qualquer grupo de pressão, por menor que seja, tudo é interesse público. Num artigo que já publiquei aqui, comento que, na Inglaterra, eles decidiram regulamentar a propaganda de junk food por causa dos danos que a obesidade infantil provoca. Mas dependendo de quem decide, café é junk food, refrigerante é junk food, carne é junk food, qualquer alimento industrializado é junk food.
Outro exemplo é a lei Kassab que eliminou a mídia exeterior de São Paulo. Ela determinou que o bem-estar estético da população é de interesse público, e por isso proibiu a mídia exterior. Quando uma lei pretende definir o que é bem-estar estético, estamos a um passo da proibição de manisfestações culturais que não agradem a quem se propôs julgar o que é bem-estar estético.
O assunto rende e o espaço está aberto.
[]s
Sergio Viriato / 29 / Agosto, 11:24 / #
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