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“Toda a censura é burra”


Campanha da ABP contra a censura.

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Comentários (3 comentários)

O problema dos publicitários é que eles pensam que sabem tudo, mas não sabem nada. Por exemplo: a frase “Toda a censura é burra” é um paradoxo, uma arapuca lógica. Se “toda a censura é burra”… fica provado que a censura que censura a censura também é burra. Nenhuma frase de publicidade deveria incluir essas palavras que se chamam, tecnicamente, “quantificadores universais” (tudo, todo, toda etc.). E aí ficam, os publicitários, achando que inventaram a roda. Mêo! Até quando os publicitários continuarão, convencidos de que a publicidade sem democracia ajuda alguém a ser melhor do que seria… sem publicidade alguma?

Caia Fittipaldi / 15 / Agosto, 10:29 / #

Protesto veementemente contra o comercial da Associaçao Brasileira de Propaganda.

Pode-se vê-lo neste site: www.censuraburra.com.br

Neste comercial, um (falso) apresentador de comercial apresenta um (falso) comercial da banana. Sim, da fruta banana.

Fala um grande número de tolices.

Afinal, despreza a banana, uma fruta maravilhosa, criação de Deus.

Fonte de saúde e trabalho para milhões de pessoas .

O crime da banana? Ela não é bancada por nenhuma indústria. Nenhum cliente rico vai pagar por uma campanha (verdadeira) da banana.

E este comercial ainda afirma que “toda censura é burra”.

Mas, como assim “toda censura é burra”?

Se seu filho for enfiar o dedo na tomada elétrica você não vai censurar?

Não é preciso censura? Nenhuma? De nenhum tipo?

Rios de dinheiro público são gastos em tratamentos de saúde para vítimas da violência e do trânsito.

E as vidas perdidas e mutiladas? Incontáveis e irreparáveis.

Na televisão o que mais se vê são propagandas de cerveja e de carros. Muito bem produzidas, estas propagandas são fascinantes para as mentes jovens.

Nas de cerveja, mulheres belíssimas praticamente se oferecem para o homem que bebe a tal cerveja.

Nas de carros, o homem ou mulher bem-sucedido dirige em altissima velocidade o tal automóvel oferecido.

Reparem que as propagandas de carros exibem veículos em alta velocidade. Por falta de criatividade só mostram isso: a emoção da alta velocidade.

Adivinhem qual país é o recordista mundial de acidentes de carro? Isso mesmo, o Brasil.

As propagandas de cerveja, como as de carro, costumam sempre repetir o mesmo roteiro:

“Bar. Felicidade. Muitas pessoas jovens e bonitas. O bebedor já está consumindo ou chega para consumir a cerveja tal. A mulher mais bela do lugar dirige toda sua atenção para ele. Mensagem dizendo que quem bebe aquela cerveja sempre se dá bem.”

Todos os estudos provam que o álcool é um dos elementos mais associados à violência.

Adivinhem quem é um dos campeões mundiais de violência… Isso mesmo, o Brasil.

Recomendo a todos a leitura da nova Política Nacional sobre o Álcool:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6117.htm

Sim, a “cervejinha” (no diminutivo, com a mesma inocência com que se diz: criancinha) é droga!

E os publicitários - divulgadores da droga, incentivadores do consumo da droga - não aceitam nenhuma censura: nem de fora, e pior, nem de dentro.

Pode ser que eles não tenham alma, mas pelo menos uma semente de alma devem ter, pois são filhos de Deus, ainda que não saibam disso.

E esta semente de alma certamente fica lhes dizendo “não faz essa campanha, você não precisa fazer isso”. Claro que ela é ignorada.

Lembremos do Padroeiro dos Publicitários, o nazista Josef Goebbels, Ministro da Propaganda de Adolf Hitler, que disse “A propaganda jamais apela à razão, mas sempre à emoção e ao instinto.”

É apenas o instinto de ganhar muito dinheiro que instiga absurdos publicitários, induzindo a juventude (e as outras idades) ao vício, ao supérfluo, e à destruição da sociedade em nome de vender mais.

Outra célebre frase de Goebbels parece ser a mais perfeita definição da propaganda: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

O MAL EXISTE. E precisa ser censurado.

Muitos publicitários não tem ética, por isso precisam SIM ser censurados.

Arrogante, estúpida e prepotente, esta infeliz campanha da ABP.

Não tem idéias?

Pois lhes dou uma idéia (ou, quem sabe, uma penitência):

Façam uma campanha ensinando as pessoas sobre como evitar doenças comendo frutas, como a maravilhosa criação de Deus, a banana.

Ou então continuem fazendo a cabeça das pessoas para comer alimentos industrializados saborosos, mas péssimos para a saúde, para o júbilo dos indústrias de alimentos e, óbvio, das indústrias de medicamentos, grandes financiadores da indústria do mal: a propaganda (do mal).

E viva os publicitários do BEM: Tão raros… Tão raros… Tão raros…

Márcio Moreira
Designer e Arquiteto
Teresina, PI
arqeco@yahoo.com.br

Márcio / 29 / Agosto, 9:14 / #

A questão, para mim, é a sobreposição do interesse público sobre o privado, que deve ser regulada por lei. Se o consumo excessivo de álcool causa um problema social, com impacto no custo do financiamento da saúde e consequentemente no destino dos impostos pagos por toda a população, o estímulo a este consumo exige uma regulamentação.

O problema é que, para qualquer grupo de pressão, por menor que seja, tudo é interesse público. Num artigo que já publiquei aqui, comento que, na Inglaterra, eles decidiram regulamentar a propaganda de junk food por causa dos danos que a obesidade infantil provoca. Mas dependendo de quem decide, café é junk food, refrigerante é junk food, carne é junk food, qualquer alimento industrializado é junk food.

Outro exemplo é a lei Kassab que eliminou a mídia exeterior de São Paulo. Ela determinou que o bem-estar estético da população é de interesse público, e por isso proibiu a mídia exterior. Quando uma lei pretende definir o que é bem-estar estético, estamos a um passo da proibição de manisfestações culturais que não agradem a quem se propôs julgar o que é bem-estar estético.

O assunto rende e o espaço está aberto.

[]s

Sergio Viriato / 29 / Agosto, 11:24 / #

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