As restrições a publicidade são cada vez maiores em todos os campos. O número de leis que procuram restringir de alguma maneira a atividade é incontável. A resistência das pessoas, especialmente daquelas ligadas a cultura, é cada vez maior. Contardo Calligaris num texto sobre a Lei Kassab em São Paulo, analisa:
…(há) uma antipatia pela publicidade, uma ojeriza de bom-tom, que vê nela o símbolo (ou pior, a causa) de nossa frivolidade (e de nossa “massificação”, acrescentam alguns): tirem (a publicidade) e seremos curados de nossa vontade de cuecas de luxo, voltaremos a pensar em coisas importantes, belas e generosas. Ou seja, suspeito que odiemos, na publicidade, a futilidade de nossos próprios desejos. E a lei nos agrada com a ilusão de que exorcizamos, enfim, o consumismo (o qual claro, não é parte da gente, mas um demônio que nos possui).
Enquanto isso, na França, a publicidade é tratada como um importante elemento da cultura. Vejam este texto de apresentação do Museé de la Publicité - sim, a publidade francesa tem um museu, e fica a 300m do Louvre (107,rue de Rivoli, Paris).
A publicidade está por toda a parte e ninguém não lhe escapa. Colore nossas cidades, transforma nossas vidas em clip, influência nossos comportamentos. Seduz, convence, informa, faz sonhar para vender.Arte do efémero, pela força das imagens, as palavras e os sons, a publicidade impôs-se como um componente substancial da memória coletiva. Quem não tem na cabeça um slogan, uma jingle, uma embalagem… Ela cistalisa as grandes tendências culturais e sociológicas de diversos momentos da sociedade.Atividade econômica importante, a publicidade acompanhou a industrialização do fim século XIX e contribui hoje para a globalização. A cada época utiliza as “novas tecnologias” à sua disposição. Da litografia ao offset, do cartaz à Internet, a publicidade sempre soube apropriar-se, inovar, inventar novas mídidas, novos mercados, novos targets para estender a sua esfera de atividade.Através das suas coleções, o museu propõe contar as grandes etapas desta história da publicidade que começa sob a sua forma moderna no meio do século XVIII. A partir do material do cotidiano e da anásile de sua prática e experiência, iremos rever a história da publicidade.
Vejam alguns cartazes exposto no museu
Da mostra Tout est Pub 1970-2005
O&M, Perrier, 1998
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Da mostra Les années glorieuses de la pub 1950-1970
Raymond Savignac, Est-ce le vrai Bic ?, 1959
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René Gruau, L’imperméable moderne, c’est Blizzard, 1965
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Da mostra L’affiche chinoise
De la fin de l’Empire à la Révolution de 1949
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Les années Mao
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L’Empire du Milieu, une “société en transition”
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Em 9/out/2007, germano.br disse:
esses dois pontos de vistas provam uma “tese” minha. a publicidade não é nada além de um ferramenta. ferramenta, poderosa, diga-se!
mas como toda ferramenta ou ciência desenvolvida pelo homem a questão não são suas práticas de aplicação, em si, mas sim sua aplicação prática!
vejam por exemplo a energia nuclear. vc pode escolher em que usá-la: na cura do câncer ou para fabricar uma bomba!
o bem e o mal não existem, são nossos pensamentos que os criam… isso resume a questão!