Em 2005 a CONMARK desenvolveu o Projeto Signos, que veiculou duas campanhas de outdoor na cidade de São Paulo associando o nome de artistas famosos - Elis Regina e Tom Jobim - aos seus respectivos signos. Antes e depois de cada campanha foi realizada uma pesquisa para comparar o impacto da comunicação no conhecimento da informação.
Paula Mafra Branco, aluna da Universidade Regional de Blumeau (FURB) aproveitou a idéia e realizou o mesmo projeto na cidade, como seu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. A escolha do personagem da campanha recaiu sobre Horácio Braun, figura ímpar da cidade - cronista , agitador cultural, músico, empresário - que havia falecido no início do ano, Com autorização dos familiares, foram espalhados na cidade 30 outdoors com um único texto em preto sobre fundo amarelo: “Horácio Braun. Signo Gêmeos”.
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Com o apoio do IPS - Instituto de Pesquisas Socias da FURB, foram realizadas 2 pesquisas com aplicação de questionários face-a-face amostras representativas da população da cidade de Blumenau. Antes da campanha, menos de 5% sabiam o signo de Horácio Braun, e mais de 48% não responderam ou não sabiam. Após a campanha, mais de 62% deu a resposta correta e apenas 34% não soube ou quis responder.
A importância deste dado é que não está sendo medido o recall da campanha apenas, ou se as pessoas disseram lembrar de ter visto a campanha, seja de forma espontânea ou de forma estimulada. O que se mede, e quantas pessoas retiveram uma informação da qual tiveram conhecimento apenas através de outdoors sem nenhum recurso criativo além daquele essencial para passar a mensagem: um layout All Type com máxima visibilidade pelo uso da combinação preto sobre amarelo.
Mais uma vez o Projeto Signos mostra a força da mídia exterior, agora numa cidade de médio porte. Parabéns a Patrícia e as empresas da Central de Outdoor de Blumenau, que apoiaram a iniciativa.
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Em 8/Nov/2007, Aimée Louchard disse:
Como assim a proveitou a idéia para o trabalho de conclusão do curso? É assim que se forma a nova geração de profissionais deste país viviados no copy and paste. Por que Paulinha não se esforçou para encontrar na com certeza rica e diversa cultura local outro mote para sua campanha ao invés de simplesmente copiar a idéia brilhantemente executada pela CONMARK com Tom e Elis? Francamente, creio que este tipo de atitude não deve ser enaltecida.
Em 8/Nov/2007, Sergio Viriato disse:
Aimeé,
Permita-me discordar de você. Entendo a necessidade de originalidade e ineditismo que devem nortear a pesquisa acadêmica, mas não acho que se aplicam neste caso. A metodologia para avaliação de retenção de mensagem do Projeto Signos é aplicada em diversos estudos de comunicação, de diversos meios. Uma clássica avaliação pré-pós, comumente utilizada em diversos tipos de experiências.
A sua aplicação em Blumenau permite uma avaliação do impacto do canal outdoor na cidade, que é único. As características de cobertura geográfica e de instalação de peças de outdoor e os hábitos de deslocamentos de cada cidade são diferentes. O estudo de seus efeitos com certeza é interessante do ponto de vista acadêmico, e com certeza foi inédito para aquele ambiente.
A escolha do mesmo tema (signos) e layout utilizado em São Paulo permitiria ainda a comparação dos resultados nas duas praças, o que seria uma extensão interessante do estudo. Infelizmente, as diferenças metodológicas das pesquisas utilizadas (face-a-face x telefônica) compromete um pouco a análise.
Como idealizador do projeto de São Paulo, não me senti de forma nenhuma “plagiado”. Ao contrário. Seria excelente se diversos alunos de diferentes cidades utilizassem a idéia para os seus TCCs. Já imaginou a riqueza de informações se tivéssemos este estudo em 10, 20, 50 cidades?
Abraços
Em 8/Nov/2007, Aimée Louchard disse:
Sérgio,
Como publicitária e jornalista, continuo achando espantoso… Isto é plágio em qualquer lugar do planeta. E como tal , reprovável.
Em 9/Nov/2007, Sara Müller disse:
Oi Sérgio,
eu estudei em Blumenau, na Furb! Legal ter visto notícia de lá e o prestígio que vcs deram a Paula pelo seu trabalho.”
Em 9/Nov/2007, Thiago Valenti disse:
Aimée,
Plágio seria se a estudante tivesse copiado isso, e dito que foi idéia própria.
Muito provável é que ela citou o exemplo de São Paulo nas suas pesqusas, para justificar a pesquisa social que ela fez. Ou seja, o foco não era a parte gráfica ou a idéia do projeto, mas sim o resultado obitdo nas pesquisas.
Mas, eu não li o relatório do projeto dela para falar isso, e penso que você também não leu…
Em 14/Nov/2007, Gerson Santos disse:
Plágio puro e simples… eu diria até grosseiro. Porque requentar esta idéia? E o pior é que ainda dão moral pra ela, anunciando seu nome aos quatro cantos.