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'Dados & Fatos'

Tecnologia controvertida


Tecnologia controvertida

A TruMedia Technologies lançou um software que filma as pessoas que passam em frente a um painel e pode reconhecer quem olhou para ele e determinar seu sexo e raça. A tecnologia gerou enorme controvérsia nos EUA.

O software foi desenvolvido para permitir que as empresas de painéis pudessem vender anúncios com base no target dos passantes. Mas a tecnologia é baseada num software israelense desenvolvido para filmar pessoas em locais de grande fluxo e comparar as características faciais recolhidas com um enorme banco de imagens de terroristas e suspeitos a taxa de 100 mil faces por segundo.

Diversas entidades de direitos civis americanas passaram a combater a tecnologia, apesar das garantias da empresa de que ela não armazena as informações recolhidas ou compara de qualquer forma. O problema é que o software permite. O que estas entidades temem é que a empresa acabe colaborando com o governo em determinadas situações, como já aconteceu com as empresas de telecom recentemente, que foram pressionadas pela administração Bush a compartilhar dados privados de seus usuários.

Na verdade, o problema não é da indústria de mídia exterior, mas da democracia americana, como ressalta o comentarista Erik Sass, do MediaDailyNews: “Os americanos irão concordar com o uso de tecnologias de reconhecimento facial por agências do governo e empresas privadas? Eles serão ao menos consultados? Na ausência de um debate real sobre a questão, é provável que o governo siga adiante para implementar estas tecnologias, tomando nossa complacência como consentimento.”

 

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Só para lembrar


“Não é mais um negócio de anúncios de TV, campanhas impressas e painéis. São mais de 200 coisas e lugares diferentes e oportunidades de começar uma conversa com os consumidores. Quanto mais diversificado o espectro da campanha, melhor você se comunicará.” José Cabaço, (novo) CCO Euro RSCG, North America

 

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Poluição visual existe?


Mais um projeto está tramitando na Câmara dos Deputados para restringir a publicidade. Agora é o deputado Edigar Mão Branca, do PV da Bahia, que propõem o fim da publicidade dentro dos aeroportos, alegando que estas publicidades geram poluição visual.

É preciso que as entidades da propaganda e especificamente da área de mídia exterior se unam contra mais uma ação contra a publicidade, e que combatam firmemente o próprio conceito de poluição visual.

Já falamos aqui várias vezes - cheque “poluição visual” na Busca - dando nossa opinião e mostrando a opinião de especialistas: poluição visual não existe. O que é ou não é poluição é determinado pela OMS. É um critério científico, que determina em que quantidade determinada sustância encontrada no ar, na água, no ambiente (ruídos em decibéis) é prejuducial a saúde.

A alegação de poluição visual é um julgamento estético do observador. Querer impor padrões estéticos por lei é um cerceamento claro a liberdade de expressão. Quem pode questionar se um deputado achar Guernica ou o Abaporu um caso de poluição visual? Lembro que quando um banco patrocinou a mostra de Picasso em São Paulo, há alguns anos, utilizando diversas empenas para reproduzir as obras da exposição, foi saudado por estar divulgando a arte. Quando as mesmas empenas voltaram a anunciar refrigerantes, roupas e automóveis, elas voltaram a ser poluição visual.

A publicidade é uma manifestação cultural contemporânea. Desde Toulouse Lautrec, passando por Andy Warhol e por diversos outros artistas, a publicidade foi e é, também, espaço para a arte. Quem duvida vá ver a exposição “A Cultura do Cartaz”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

O que estamos vendo, com cada vez mais frequência, são novas iniciativas de restrição a publicidade. Neste caso, a poluição visual é o pretexto. Parece que há uma vergonha em aceitar que somos uma sociedade de consumo. O estímulo ao consumo é equiparado a apologia as drogas: deve ser combatido, restringido, controlado. O consumidor é uma pessoa sem qualquer discernimento, incapaz de tomar decisões, que precisa ser protegido pelos deputados - seres de capacidade superior - para não serem corrompidos pelos vilões do consumismo: os Nizan Guanaes, os Fábio Fernandes, os Washington Olivetto que controlam as mentes e os corações dos pobres e indefesos cidadãos, transformados em zumbis teleguiados em suas decisões de compra.

Seria cômico se não fosse trágico.

 

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Consolidação indoor


Channel M é uma empresa americana que oferece uma rede de vídeos instalados em pontos de venda. Sua rede já cobre mais de 20.000 pontos, incluindo a Macy’s e a Blockbustter. A rede produz seu próprio conteúdo e está em franca expansão.

Para acelerar seu crescimento e investir em desenvolvimento de software para adicionar mais flexibilidade para os anunciantes poderem alterar e direcionar suas campanhas, a companhia recebeu U$24 milhões de investimentos do fundo Intel Capital.

O setor de mídia indoor/PDV também tem crescido no Brasil, com diversas empresas oferecendo diferentes redes e soluções. Para este canal se firmar, será necessária uma consolidação muito brevemente. O negócio depende de escala para se tornar realmente atrativo para os anunciantes.

 

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CBS Outdoor compra IOA (Techmidia)


A CBS Outdoor comprou o Internacional Outdoor Advetisin Group, empresa de mídia exterior com atuação em toda a América Latina, por U$110 milhões. Estima-se que o inventário da empresa na região seja de maisde 17.000 faces. No Brasil, a empresa atuava sob a marca da Techmídia, com painéis e empenas em diversas cidades do país.

 

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