O pessoal da agência Cunning faz campanhas realmente inusitadas, que procuram criar muito buzz e experiência da marca para seus clientes.
Em 2003, eles criaram uma ação que deu muito que falar. Um do maiores problemas naquela época e que persiste até hoje era o endividamento do jovens universitário com o crédito educativo. A situação causava grande stress neste target e muitos estudantes largavam a faculdade por não conseguir pagar os empréstimos.
Para levar este assunto a um debate mais amplos, a agência pensou numa ação deliberadamente provocativa e questionadora: usar a testa dos estudantes com espaço publicitário, de forma a ajudá-los a pagar as suas contas. Após uma série de entrevistas com estudantes, especialistas em educação e univesidades, onde foi explicado o objetivo de criar uma ampla discussão sobre a questão dos empréstimos a partir da “exploração” dos estudantes, foi selecionado um grupo de diversas universidades para participar do projeto.

Dois dos anunciantes da agência, a revista masculina FHM e o canal a cabo CNX, que tem uma forte conexão com este target aceitaram participar do projeto.
A explosão da repercussão sobre um suposto “novo canal” de mídia invadiu os tablóides, rádios e TVs inglesas, com manifestação de repulsa e gerando grande discussão sobre o fato de que os estudantes se submetiam a este “ultraje” para poderem pagar os custos do seus empréstimos para educação.

A assunto ganhou as páginas da imprensa internacional, com menções na primeira página do Wall Street Journal, Time Magazine, Le Figaro e Moscow Times, além de um intenso debate via web. O valor de exposição da campanha em outras mídias foi incalculável.




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