No começo parecia uma brincadeira, mas agora já são diversos anunciantes em diversos países que adotaram o “Assvertising” como mídia. Kodak, na Ucrânia, 6Koles na Rússia, NewYor Health and Raquet Cluc, EUA e MTN na Itália. Quem será o pioneiro aqui?
Para o Lançamento do filme “The Road to Guantanamo”, sob o patrocínio da Anistia Internacional, o designer polonês Datasky criou mini-calendários distribuídos com os ingressos para lembrar que há muito tempo os EUA mantém prisioneiros sem direitos na base aérea em Cuba.
A VeeCee é uma agência israelense que, para protestar contra os altos custos de aluguel em Telaviv, espalhou nos bairros mais caros da cidade cartazes que simulavam prostitutas. A lógica: mais prostitutas na sua vizinhaça=menores aluguéis.
Para o Hospital do Câncer, a JWT criou uma ação que colou adesivos em frutas em alguns supermercados de São Paulo com a frase: “Viu? É fácil fazer auto-exame”.
As operadoras de TV por assinatura anunciaram no final de julho que alcançaram 4,22 milhões de domícilios com TV paga no Brasil. Sem dúvida um número expressivo, especialmente porque são domicílios de alta renda, um público difícil e caro para ser atingido na TV aberta ou na mídia impressa.
Mas vendo este número sob outra perspectiva, o Estado de São Paulo, sozinho, tem mais de 10 milhões de domicílios. Uma campanha de mídia exterior nos municípios de Rio e São Paulo tem o potencial de cobrir quase 5 milhões de domicílios e quase 16 milhões de consumidores. Sem esquecer que a mídia exterior é a única que tem mais cobertura na população de renda e instrução elevada do que nos targets mais populares.
Nos mês de julho, as principais redes de TV dos EUA tiveram a menor audiência já registrada pela Nielsen Media Research desde que esta empresa começou a medir os resultados do meio.
Mais uma constatação da fragmentação das mídias e de como é cada vez mais difícil atingir o consumidor.